São Paulo - Uma professora foi suspensa ontem depois que pediu a seus alunos que fizessem um minuto de silêncio em memória do atirador de Toulouse, Mohamed Merah, que segundo ela é uma ''vítima cujos vínculos com a Al Qaeda foram inventados pelo presidente Nicolas Sarkozy''.
De acordo com o site do jornal Paris Normandie, a professora de inglês, de 56 anos, de uma escola de Rouen (nordeste de Paris), pediu aos alunos de sua turma que fizessem um minuto de silêncio por Merah, que foi morto na véspera pela polícia pelo assassinato de sete pessoas.
Uma parte dos alunos se negou a atender a seu pedido e abandonou a sala, segundo o ministério da Educação. Os representantes de turma escreveram uma carta para relatar os fatos.
''A professora disse claramente que Merah era uma vítima, que o vínculo com a Al Qaeda foi inventado pela imprensa e por ''Sarko'' (o presidente Sarkozy)'', segundo a carta publicada pelo jornal.
O ministro da Educação, Luc Chatel, pediu a suspensão imediata da professora e condenou sem reservas o que chamou de ''comportamento inqualificável''.
Segundo informações do jornal francês Le Parisien, a autópsia do corpo de Mohammed Merah mostra que ele levou dois tiros mortais. ''Um dos tiros atingiu o lado esquerdo da testa. O outro atravessou o abdomen, entrando pelo flanco direito e saindo pelo esquerdo'' disse uma fonte judicial ao jornal.
O jornal ainda diz que o suposto assassino teria sido literalmento ''cravejado de balas'' com ao menos 20 tiros recebidos em sua maioria nos braços e pernas.
Ainda segundo o jornal, a perícia também confirma que, apesar dos tiros, Merah ainda estava vivo quando foi para a sacada. O corpo de Merah foi levado até o instituto médico legal de Toulouse, onde foi realizada a autopsia anteontem, e depois transferido para Bordeaux, onde serão feitos exames adicionais.

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