Professor obrigado a se aposentar por recusar criacionismo
Associated Press
De Washington
O enfrentamento ideológico entre os criacionistas e os evolucionistas produziu uma nova baixa a de Stan Roth, professor de ciências em uma escola secundária do Kansas, EUA, que foi suspenso do colégio no qual trabalhava por ter sido acusado de só querer ensinar a seus alunos as teorias de Charles Darwin. Tudo começou quando Anna Harvey, uma estudante de 15 anos da Free State High School de Lawrence, levantou a mão durante a aula de biologia, na qual era ensinada a teoria da evolução das espécies, e perguntou: Quando começaremos a falar da Criação. Roth, de 64 anos, respondeu à jovem que essa posição não científica não tinha lugar em sua classe. Harvey foi correndo até as autoridades e, em vez do criacionismo, foi o professor Roth que ficou sem lugar.
No começo do ano, também em Kansas, a Secretaria de Educação retirou dos livros adotados nas escolas públicas qualquer referência à evolução como motor da vida na terra. O criacionismo também entrou na política tendo à frente George W.Bush, os candidatos republicanos à Casa Branca fizeram da volta de Adão e Eva às salas de aula um cavalo de batalha para capturar o voto da direita religiosa.
O caso de Roth, que ganhou ontem a primeira página do The Washington Post, foi considerado pelos evolucionistas como a gota dágua. É vergonhoso o que está acontecendo nesta cidade, disse o professor que, com estoicismo, está se adaptando à aposentadoria forçada.
O diretor da escola, Joseph Snyder, negou que a suspensão do professor estivesse vinculada à sua oposição ao criacionismo: Foi colocado de lado por causa da forma como tratava os estudantes.





