France Presse
Seria um erro falar de intoxicação em função do consumo de Coca-Cola na Bélgica, disse ontem, em Bruxelas, Dominique Lison, professor de toxicologia da Universidade de Lovaine. O primeiro problema foi o contato, na fabricação em Dunquerque, França, com uma madeira que estaria contaminada com fungicida e que teria impregnado o fundo externo das latas. Segundo o professor Lison, pode se excluir a hipótese de que o fungicida tenha penetrado no interior das latas. Se algumas pessoas sentiram mal-estar, isso deveu-se à inalação de vapores que escaparam da lata ao serem aquecidos pela temperatura corporal’’. ‘‘Em todo caso, são doses ínfimas, que não podem produzir uma intoxicação’’, disse.
O segundo problema seria o da utilização, na fábrica de Coca-Cola na Antuérpia, Bélgica, de um ‘‘CO2 em estado ruim’’, o CO2 é o gás carbônico que se utiliza na gasificação do refrigerante, segundo a Coca-Cola. O C02 utilizado, que contém ‘‘produtos sulfurosos’’ misturados ao gás, teria sido introduzido nas garrafas, indicou o professor. Mas em doses ínfimas, afirmou.

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