Produtores argentinos mantêm greve contra aumento de impostos
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quarta-feira, 26 de março de 2008
France Presse 
Buenos Aires- Os carregamentos de grãos para exportação estão paralisados no porto argentino de Rosário, 310 km ao norte do país, onde, nenhum caminhão conseguiu chegar devido à greve de 14 dias dos agricultores, informou à AFP uma fonte da Bolsa do Comércio. ''A Bolsa de Rosário está aberta, mas ninguém negocia em solidariedade à greve. Não há vendedores, os corretores não têm ordem de venda e muito menos o valor dos grãos até que se resolva essa situação'', disse a fonte.
Os efeitos da greve começaram a ser sentidos na quinta-feira passada no porto, bem na época da chegada da safra do milho e, depois, a da soja.
Nos últimos cinco dias, entraram em média 988 caminhões por dia, o que é considerado pouco, comparado com os mais de cinco mil que entraram na mesma época em 2007, segundo dados da Direção de Estudos Econômicos da Bolsa de Comércio de Rosário.
A quase paralisação dos portos de Rosário e de toda a região, que abrange vários terminais, é consequência da greve dos agricultores em todo o país contra o aumento da pressão fiscal do governo da presidente Cristina Kirchner.
A rebelião no setor da agricultura começou há 14 dias quando o governo anunciou um aumento de 35% a 44% nos impostos das exportações de soja e seus derivados, o que representa 24% das vendas externas da argentina.
Apesar da greve na exportação, do início de 2008 até hoje, mais de 166 mil caminhões entraram no porto, representando 4% a mais comparado ao mesmo período do ano passado. Os navios que transportam milho têm destinos variados, Chile, Taiwan e Vietnã, enquanto que a maioria dos que transportam soja vão direto à China, país que estaria buscando outras fontes, como o Brasil, que também forneça o grão.


