Prodi tenta salvar o Governo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de outubro de 1998
Sandrine Pittaluga France-Presse 
Aproxima-se a hora da verdade para o primeiro-ministro italiano Romano Prodi, que, após a saída dos comunistas italianos, tentará salvar seu governo de centro-esquerda, apresentando-se hoje ante a Câmara de deputados, para verificar se ainda dispõe de maioria.
Na véspera deste encontro crucial na Câmara, que pode concluir com um voto de confiança amanhã ou sexta-feira, persistem as incertezas sobre as possibilidades de Prodi continuar em seu cargo.
Vários cenários são possiveis diante da guinada que pode dar esta crise, iniciada no último domingo, depois da decisão do Comitê Político Nacional do Partido da Refundação Comunista (PRC) de rejeitar a lei de finanças de 1999 e retirar seu apoio na câmara de deputados ao governo de Prodi.
A demissão surpreendente do presidente do PRC, Armando Cossutta, contrário ao rompimento pretendido pelo secretárdio nacional do PRC, Fausto Bertinotti, abriu um estreito caminho, indicando que os vinte deputados comunistas que o apóiam votarão no governo. Segundo o jornal de centro-esquerda La Repubblica, Prodi espera obter os votos dos partidários de Cossutta, embora a imprensa italiana tenha lembrado que esses votos não seriam suficientes para a obtenção da maioria absoluta, fixada em 316 votos, e deverá pedir o apoio de quatro ou cinco deputados de centro-direita.


