Caracas - A Procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, impediu nesta quinta-feira (6) a entrada no Ministério Público (MP) da advogada chavista Katherine Haringhton, que vai substituí-la caso seja destituída. A vice nomeada chegou inesperadamente com seus seguranças à sede da Procuradoria, no centro de Caracas, mas depois de esperar 20 minutos em frente aos portões fechados, decidiu se retirar, sem poder assumir seu cargo de vice-procuradora.
"Denunciamos a pretensão arbitrária da vice-procuradora nomeada pelo TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) de ingressar no MP", tuitou Ortega, que enfrenta um processo judicial que poderá levar à sua remoção nos próximos dias e que não reconhece a nomeação de Haringhton.
O TSJ, acusado de servir ao governo, foi alvo nesta quinta-feira (6) de um novo protesto na onda de manifestações que os opositores realizam há três meses - com um balanço de 91 mortos - para exigir a saída do presidente Nicolás Maduro, em meio à devastadora crise econômica.
No entanto, as forças de segurança os continham no leste de Caracas com bombas de gás lacrimogêneo, que lançaram inclusive dentro de um movimentado shopping center. Muitas pessoas, entre elas crianças e idosos, foram afetadas pelos gases e algumas desmaiaram, constatou um jornalista da AFP.
Ortega, assim como a oposição, acusa a polícia e os militares de uma "repressão desproporcional" contra os manifestantes, em cumprimento de ordens do governo de Maduro.

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