Procurador reafirma condenação de Sakineh
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Folhapress 
São Paulo - O procurador-geral do Irã, Gholam Hussein Mohseni Ejei, reafirmou ontem que Sakineh Ashtiani foi condenada à morte por enforcamento pelo crime de cumplicidade na morte do marido. A sentença por adultério, no entanto, continua sem veredicto.
Mohseni Ejei explicou que, ''de acordo com a decisão do tribunal, Sakineh foi acusada de assassinato e condenada por este delito''. A decisão do tribunal não altera o caráter da outra sentença de morte por apedrejamento devido ao crime de adultério, que continua suspensa e aguarda veredicto.
''A questão não deve ser politizada. O Poder Judiciário não pode se deixar influenciar pela campanha empreendida no Ocidente'', acrescentou.
Na semana passada o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou os Estados Unidos de hipocrisia por terem criticado a pena de morte de uma iraniana, enquanto uma americana foi executada nos EUA na última quinta-feira.
Nos Estados Unidos, Teresa Lewis, 41, foi considerada culpada de orquestrar os assassinatos de seu marido e enteado. Ela foi executada na noite de quinta-feira com uma injeção letal no Estado da Virgínia. Foi a primeira execução de mulher nos EUA em cinco anos.
Meses atrás, o advogado de Sakineh, Mohamad Mostafei, afirmou que Sakineh, de 43 anos, tinha sido condenada por adultério e que seria executada por apedrejamento. A pena despertou uma onda de protestos internacionais contra o Irã, o que obrigou o regime a suspender a sentença para que fosse reavaliada.


