Processo de sucessão será difícil
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domingo, 10 de abril de 2005
France Presse 
Cidade do Vaticano - Cento e quinze cardeais se preparam para a difícil missão de eleger o sucessor de João Paulo 2º, um papa que durante mais de 26 anos levou a Igreja Católica aos jornais de todo o mundo.
''Não há santos à vista que possam suceder este gigante da Igreja'', afirmou recentemente o cardeal emérito italiano Fiorenzo Angelini, unindo sua voz às de milhões de fiéis que visitaram Roma para se despedir de Karol Wojtyla.
De certa maneira, a imagem de Karol Wojtyla estabelece as grandes metas do próximo papa, que deverá ser popular, espiritual e poliglota, opinam muitos vaticanistas.
Alguns dos eleitores do conclave, que começará no dia 18, já começaram a esboçar o perfil do sucessor de João Paulo II. Ele deverá estar à altura do papa polonês, ''mas não no sentido de uma cópia'', segundo o alemão Karl Lehmann; deverá ter ''humanidade'', diz o italiano Francesco Marchisano, e deverá conhecer a ''realidade'', segundo o suíço Henri Schwery.
A lista de papáveis é longa, mas muitos cardeais lembraram nos dias de pré-conclave um antigo ditado: ''O que entra papa na capela Sistina sai cardeal''. Os vaticanistas lembram que no segundo conclave de 1978, que elegeu Karol Wojtyla, depois dos 33 dias de papado de João Paulo 1º, o cardeal polonês não estava entre os favoritos a ocupar o trono de Pedro.
Entre os nomes mais citados para suceder o polonês estão o italiano Dionigi Tettamanzi, o hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, o brasileiro Claudio Hummes, o colombiano Darío Castrillón Hoyos e o argentino Jorge Bergoglio.


