A China deportou dez estrangeiros detidos em Pequim na semana passada por se manifestarem a favor do Tibete durante os Jogos Olímpicos. Os detidos, oito americanos, um alemão de origem tibetana e uma britânica foram embarcados domingo num vôo da Air China com destino a Los Angeles. Os Estados Unidos haviam exigido sábado a liberação imediata de oito militantes pró-tibetanos condenados a dez dias de prisão por protestos durante os Jogos Olímpicos de Pequim. ‘‘Pedimos sua imediata liberação e acompanharemos este caso de muito perto’’, disse Susan Stevenson, porta-voz da embaixada americana em Pequim. ‘‘Estamos decepcionados porque a China não aproveitou os Jogos Olímpicos para demonstrar maior tolerância e mais abertura’’, acrescentou Stevenson. Segundo ela, autoridades americanas conseguiram se reunir com os oito manifestantes pró-tibetanos e eles disseram que não sofreram maus-tratos. Os manifestantes detidos, junto com uma britânica e um cidadão de nacionalidade alemã, conseguiram pregar um cartaz em favor do Tibete perto de uma sede olímpica.
Todos eles foram condenados, por ‘‘alterar a ordem pública’’.

- Essa é uma questão histórica. A China diz que o Tibete faz parte de seu território desde meados do século 13 e deverá ficar sob o comando de Pequim. Muitos tibetanos, no entanto, têm uma outra visão da história. Eles afirmam que a região do Himalaia ficou independente durante vários séculos e que o domínio chinês nem sempre foi uma constante

- Entre os americanos deportados está o artista James Powderly, que tinha a intenção de usar uma ‘‘nova técnica de manifestação’’ com a projeção de mensagens em raio laser verde nos edifícios do complexo olímpico

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

mockup