Caracas Um juiz venezuelano confirmou ontem que determinou a prisão do presidente da associação empresarial Fedecâmaras, Carlos Fernández já detido, segundo as emissoras de tevê e do líder sindical Carlos Ortega. Ambos lideraram a greve de 63 dias contra o governo do presidente Hugo Chávez.
''Ontem o tribunal tomou a decisão de ditar uma medida privativa de liberdade contra Carlos Fernández e Carlos Ortega por delitos de rebelião, traição da pátria, instigação para delinquir e depredação'', afirmou juiz Maikel José Moreno.
Fernández foi detido na noite de quarta-feira quando se encontrava em um restaurante do sudeste de Caracas, informaram seus advogados, mas as autoridades ainda não confirmaram a notícia.
Fernández e o presidente da Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), Carlos Ortega, foram os líderes da greve que teve início em 2 de dezembro de 2002 e durou até o último dia 2, causando transtornos para a indústria petroleira nacional.
Nas últimas semanas, a indústria registrou uma produção de dois milhões de barris diários, depois de cair a 150.000 barris nas primeiras semanas da paralisação organizada para exigir a renúncia de Chávez.
Na clandestinidade O presidente da Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), Carlos Ortega, procurado pela justiça, passará ''à clandestinidade'' para continuar lutando contra o governo do presidente Hugo Chávez, anunciou ontem o secretário-geral da organização, Manuel Cova.
Ortega já havia assegurado que não se entregaria à justiça, depois que teve a prisão pedida por um tribunal.

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