O presidente da Junta de chefes do Estado Maior dos EUA, general Richard B. Myers, afirmou terça-feira, que a guerra contra o terrorismo empreendida no Afeganistão não acabará com a prisão ou a morte de Bin Laden, porque Washington está perseguindo a Al Qaeda por todos os lugares.
''Isto não é a busca por um indivíduo, se Bin Laden for capturado ou morrer, isso não acabaria com esta parte da guerra em particular'', disse Myers na sede da OTAN em Bruxelas, onde participou de uma reunião militar.
''O objetivo dos Estados Unidos ao ter empreendido a campanha atual foi o de acabar de uma vez por todas com a Al Qaeda (organização terrorista liderada por Bin Laden), que têm dúzias de líderes que precisamos levar a julgamento'', disse. ''Bin Laden é só um deles'', acrescentou o chefe militar norte-americano que afirmou que seu país está trabalhando muito duro para dificultar o planejamento de operações terroristas no futuro e para que o novo regime afegão não apóie terroristas.
O general Myers reconheceu que os Estados Unidos não sabem exatamente onde Bin Laden está, pois disse que ele muda constantemente de esconderijo e não dorme duas noites no mesmo lugar. No entanto, Myers acrescentou que as forças norte-americanas estão trabalhando muito para localizar o dissidente saudita.
O chefe militar norte-americano aproveitou a ocasião para agradecer, em nome de seu país, aos demais sócios da OTAN pelo apoio à campanha contra o terrorismo. Ao mesmo tempo, Myers chamou a atenção para o fato de que a guerra contra o terrorismo não termina na ação militar empreendida no Afeganistão, mas há outros âmbitos, como o diplomático, o político, o policial e o financeiro, a partir dos quais é necessário pressionar as redes terroristas.

mockup