Prisão domiciliar de ex-premiê é suspensa
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sábado, 10 de novembro de 2007
Folhapress 
São Paulo- A ex-premiê e líder da oposição no Paquistão, Benazir Bhutto, foi libertada da prisão domiciliar em que se encontrava horas após ser impedida de sair de sua casa em Islamabad para liderar uma manifestação contra o estado de emergência imposto pelo ditador paquistanês, Pervez Musharraf.
O estado de emergência permite que autoridades prendam pessoas sem a necessidade de ordens judiciais, limitem o movimento de pessoas ou veículos, confisquem armas e fechem espaços públicos. ''A prisão domiciliar foi encerrada'', pois era em resposta a uma situação de segurança muito específica e que já não existe, anunciou o secretário de Estado do Ministério do Interior paquistanês, Kamal Shah.
O governo afirmou ao longo do dia que se tratava de uma ordem de confinamento temporal para ''impedir que Bhutto se expusesse a ameaças de atentado suicida muito sérias''.
Mais cedo, a polícia impediu que a ex-premiê, líder do Partido do Povo do Paquistão (PPP), o principal da oposição, saísse de sua casa e cercou a capital e a cidade próxima de Rawalpindi para evitar uma manifestação contra o ditador Pervez Musharraf.
Bhutto, a política capaz de realizar os maiores protestos contra a imposição do estado de emergência, apelou à polícia para deixá-la passar, sem sucesso. ''O governo está paralisado'', gritou Bhutto aos simpatizantes do outro lado da barreira de arame farpado colocada pelos policiais. Entre os simpatizantes que foram até a casa da ex-premiê, vários foram detidos, inclusive uma mulher com flores nas mãos.
Musharraf, que tomou o poder em um golpe de Estado em 1999, disse ontem que as eleições serão realizadas no dia 15 de fevereiro, um mês depois do prazo estabelecido anteriormente.


