O presidente palestino Yasser Arafat, pressionado por Israel e Estados Unidos, intensificou ontem sua pressão contra o Hamas enquanto militantes impediam que a polícia colocasse seu líder espiritual, sheik Ahmed Yassin, sob prisão domiciliar.
Durante o dia, dezenas de militantes do movimento radical palestino Hamas permaneceram na frente da casa de Yassin em Gaza, reagindo à polícia, que lançou bombas de gás lacrimogêneo e disparos de advertência contra os manifestantes.
Um militante morreu durante esses confrontos na frente da casa do fundador e líder espiritual do Hamas, que reivindicou os sangrentos atentados do final de semana passado que deixaram um saldo de 28 mnortos. A Autoridade Palestina decidiu colocar Yassin sob prisão domiciliar depois de suas declarações contra os dirigentes palestinos e o próprio Arafat. ''A prisão de Yassin é um assunto interno palestinoo'', disse um responsável israelense.
A tensão nos territórios aumentou um pouco mais ontem, quando os dirigentes lançaram uma séria advertência à Jihad islâmica, outro grupo radical que ameaçou atacar a Autoridade Palestina se continuasse prendendo militantes.
No entanto, o apoio a Arafat nos territórios continua sendo majoritário. Ontem, milhares de palestinos sairam às ruas de Gaza para manifestar seu apoio ao presidente e pedir a ''unidade nacional''.
Segundo fontes policiais palestinas, 180 militantes, principalmente do Hamas e a Jihad islâmica foram presos no final de semana passado, dado que não parece impressionar as autoridades israelenses, que consideram essas medidas insuficientes.
Responsáveis pelo Exército israelense anunciaram que descobriram durante uma batida em Ramallah, Cisjordânia, ''documentos que demonstram que a Autoridade Palestina apóia as ações de terrorismo'', ainda que não tenha explicado quais eram essas provas.
De Washington, o presidente George W. Bush pediu que Arafat faça o possível de forma significativa, duradoura e real para combater os terroristas'', disse. Durante o dia, o presidente egípcio Hosni Mubarak conversou por telefone com Arafat ''sobre a grave situação nos territórios palestinos''.
Segundo a agência egípcia MENA, Mubarak também falou com George W. Bush sobre ''os esforços que o Egito está fazendo para controlar a tensa situação que o Oriente Médio vive''. Finalmente, o presidente russo Vladimir Putin pediu que não sejam feitas novas exigências à Autoridade Palestina e a Israel, já que isso não vai levar a nada nem vai acelerar as negociações de paz.

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