São Paulo - O príncipe Harry passa por treinamento em uma base militar britânica no Canadá para um possível deslocamento ao Afeganistão, noticiou ontem o jornal Sunday Mirror.
O subtenente de 22 anos, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, partiu na quarta-feira (30) de Londres para o acampamento de Suffield, 160 km a sudeste de Calgary (Província de Alberta), onde, segundo o jornal, praticará tiro e várias manobras militares.
''Todo o treinamento de tiro para os blindados se faz em Suffield com vistas a um deslocamento na Província de Helmand, no sul do Afeganistão'', explicou o jornal, citando um militar.
Harry deveria ser enviado ao Iraque em maio, mas seu envio foi suspenso pelo alto risco que a missão representava.
Os 11 soldados que treinaram com o príncipe viajaram no final de maio da base da Royal Air Force (RAF) em Lyneham, no Condado de Wiltshirse, para o Iraque.
Segundo a imprensa britânica, no Afeganistão seria mais difícil para os ''inimigos'' - neste caso os rebeldes da milícia Taleban - localizarem Harry. O Exército britânico e o Ministério da Defesa se negaram a comentar a informação.
Ameaças A decisão de não enviar o príncipe ao Iraque foi anunciada em maio pelo chefe de Estado-Maior do Exército britânico, o general Richard Dannatt.
''Houve ameaças específicas, relacionadas diretamente com Harry'', afirmou ele. ''Essas ameaças o expuseram a um grau de risco que consideramos inaceitável''.
Harry seria o primeiro membro da família real britânica a servir em zona de combate desde que seu tio, o príncipe Andrew, pilotou um helicóptero na Guerra das Malvinas, em 1982.
Em abril, o jornal The Times informou que um ataque rebelde que matou dois soldados do Reino Unido no Iraque teria sido um ''ensaio'' para uma ação planejada contra o Harry.
De acordo com o jornal, a ação teve como alvo um veículo militar do mesmo tipo que o que deveria ser utilizado pelo príncipe - um veículo de reconhecimento Scimitar -, e ocorreu na mesma região para onde ele deveria ser enviado.

mockup