Cidade de Mônaco - O príncipe Albert II, de Mônaco, admitiu publicamente ontem que tem um filho de 22 meses, fruto de seu relacionamento com uma francesa de origem togolesa. O herdeiro do príncipe, no entanto, não está na linha de sucessão ao trono, informou o advogado de Albert, Thierry Lacoste.
''Albert II reconheceu a paternidade do menino e expressou o desejo de que ele possa viver a infância e adolescência em um ambiente sereno e reservado, mantido fora do alcance da imprensa'', diz um comunicado divulgado por Lacoste. A notícia veio à tona pouco antes do fim do luto oficial de três meses da família Grimaldi pela morte de Rainier III, que dirigiu o pequeno país europeu por 56 anos.
O novo soberano monegasco, um solteiro de 47 anos que será entronizado no próximo dia 12, assume, assim, a paternidade de Alexandre, seu filho com Nicole Coste, uma ex-aeromoça de 33 anos, que diz ter mantido um relacionamento de cinco anos com Albert. ''Este assunto continuará sendo de domínio pessoal do soberano, sem incidência sobre o futuro da dinastia, na aplicação dos princípios constitucionais que regem a tranferência da coroa'', diz o comunicado.
''Este filho natural, ilegítimo, não entra na sucessão oficial ao trono, e não levará o nome Grimaldi'', afirmou Lacoste em entrevista. ''Mas terá direito à herança e ao mesmo título dos outros filhos do príncipe, quando ele os tiver'', acrescentou.
Segundo o jornal francês ''Le Parisien'', que cita um amigo do príncipe, caso Albert II morra, o pequeno Alexandre será um dos herdeiros de uma fortuna estimada em 2 bilhões de euros.''Albert II, para quem o respeito às pessoas está no centro de suas convicções éticas, assumiu e continua assumindo suas responsabilidades com o espírito de abertura que o caracteriza'', diz o comunicado de seu advogado.
Alexandre, nascido no dia 24 de agosto de 2003, em Paris, não pode ser considerado um aspirante ao trono dos Grimaldi, devido às disposições constitucionais que prevêem que a sucessão de um soberano só pode ser garantida por um filho legítimo, nascido de um casamento no civil e religioso.
No comunicado, o príncipe lamenta que, dias após a morte de seu pai, ''uma imprensa ávida por sensacionalismo tenha publicado uma versão unilateral ''de fatos relacionados a sua vida íntima e privada''. Albert pede que a imprensa respeite sua privacidade e a da criança.

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