Na Praça da Revolução, em Havana coração político de Cuba e local histórico de maciças concentrações de apoio ao regime comunista, o Papa João Paulo II celebra hoje a principal missa de sua visita à ilha.
A apenas alguns passos da Praça da Revolução, no bairro de El Vedado, a máxima direção do país tem seu centro de operações, o que a converte no local mais seguro de Havana. Reúne nos seus arredores os Conselhos de Estado e de Ministros e o Comitê Central do Partido Comunista (PCC), os três presididos por Fidel Castro.
Esse amplo espaço arquitetônico foi inaugurado em janeiro de 1953 como Praça Cívica, nome que foi trocado para Praça da Revolução em 1961, ano em que se implantou o comunismo em Cuba.
A Praça da Revolução, dominada por uma monumental estátua do herói independentista José Martí e por um enorme mural do legendário guerrilheiro Ernesto Che Guevara, é um ponto nevrálgico das grandes concentrações de apoio popular a Fidel Castro.
Durante sua missa, o Papa não poderá escapar das imagens de Martí e Guevara, o primeiro à esquerda e o segundo à direita.
Lá, Castro realizou seu primeiro discurso após o triunfo da revolução em 1959 e todo ano mais de um milhão de pessoas se concentram para comemorar o Primeiro de Maio.
Em outubro passado, uma maré humana a inundou durante três dias para prestar homenagem póstuma aos restos de Ernesto Che Guevara.

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