A princesa Diana morreu às 4h locais deste domingo em Paris (23h de sábado em Brasília), no hospital Pitié-Salpetriere, depois de ter lutado durante quatro horas contra a morte.
Os serviços de socorro chegaram ao local do acidente poucos segundos depois do primeiro telefonema dando conta de um acidente, aos 27 minutos (horário local) deste domingo, sob o túnel da Ponte de Alma, em pleno coração de Paris. A princesa foi retirada do veículo, totalmente destruído. Em seguida, foi atendida por duas equipes médicas do Samu (Serviço de Ajuda Médica Urgente) de Paris e dos bombeiros. Durante meia hora, foi submetida aos primeiros socorros.
Os primeiros ferimentos constatados foram um traumatismo craniano, uma fratura de braço, ferimentos importantes em uma perna e traumatismo torácico. Este último ferimento foi fatal. Lady Di foi levada para Pitié-Salpetriere e internada no serviço de reanimação. Os médicos Bruno Riou e Philippe Pavie tentaram tudo para salvá-la. Horas mais tarde, foram eles que assinaram o comunicado oficial sobre as causas de sua morte.
France PresseEstraçalhadoPoliciais retiram do local do acidente o carro que transportava Lady Di e o multimilionário Dodi Al Fayed: choque fatal
‘‘A princesa de Gales, esta noite, foi vítima em Paris de um acidente de trânsito a grande velocidade. Imediatamente foi assistida pelo Samu de Paris, que efetuou a reanimação inicial’’, precisou o texto.
Segundo os médicos no hospital da Pitié-Salpetriere, a princesa apresentava ‘‘um choque hemorrágico gravíssimo de origem torácica e uma parada cardíaca imediata’’. O traumatismo torácico foi devido a uma desaceleração, ou seja, à passagem de uma velocidade elevada para uma parada brutal que resulta em lesões internas, rompimento dos vasos sanguíneos e hemorragias internas que se manifestam em dois tempos. A princesa passou, portanto, de um estado inicial grave para um estado clínico que brutalmente se converteu em desesperador.
O comunicado oficial precisou que ‘‘uma toracicotomia de urgência pôs em evidência um ferimento importante na artéria pulmonar esquerda. Os cirurgiões fecharam em seguida o ferimento e durante duas horas praticaram massagens cardíacas externas e depois internas. Mas o coração não reagiu.
Às 4h locais, os médicos constataram a morte. Seu amigo, o multimilionário Dodi Al Fayed, morreu a seu lado, na hora do acidente, assim como o motorista do carro.

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