Primo de Jean pede renúncia de Ian Blair
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sexta-feira, 19 de agosto de 2005
France Presse 
Londres - A família de Jean Charles de Menezes, aparentemente confundido com um homem-bomba e morto por policiais britânicos em uma estação de metrô de Londres, afirmou ontem que o brasileiro foi assassinado e que o chefe da Scotland Yard, Ian Blair, deveria renunciar por todo o sofrimento causado.
O chefe da polícia londrina, contudo, avisou ontem que não pretende pedir demissão, apesar das últimas revelações sobre as circunstâncias da morte do brasileiro. Em uma nota emocional, o primo de Jean, Alessandro Pereira, acrescentou que os policiais armados e responsáveis pela morte do brasileiro, nos dias tensos que seguiram os ataques aos meios de transporte londrinos, devem encarar a Justiça.
Jean, 27 anos, foi morto com oito tiros à queima-roupa em uma estação do sul da capital britânica cerca de 24 horas depois da tentativa fracassada de repetir os ataque com bomba de 7 de julho, que mataram 56 pessoas, incluindo quatro suicidas islamitas radicais.
Alessandro Pereira, 25, falou em uma entrevista coletiva que Jean estava indo trabalhar naquele dia (22 de julho) como qualquer outro londrino. ''A única diferença é que naquela data ele foi assassinado''. Ele atacou o comissário da Polícia Metropolitana de Londres, Ian Blair, que fez declarações antes de Jean ser identificado, dizendo que o brasileiro havia sido morto em uma operação antiterrorista em curso e por ter se recusado a obedecer as ordens policiais. ''Eu sempre acreditei que aqueles que violam a lei devem ser punidos e neste caso algumas pessoas violaram a lei'', frisou.


