Grozny - O primeiro-ministro checheno, Anatoli Popov, autoridade russa imposta por Moscou como adjunto do chefe da administração pró-russa da República, Ajmad Kadyrov, se encontrava em estado muito grave este domingo, após ter sido vítima de um aparente envenenamento, faltando uma semana para as eleições presidenciais chechenas.
Um funcionário do ministério do Interior checheno, que pediu para ser mantido no anonimato, informou à AFP, em Grozny, que Popov foi ''aparentemente envenenado''.
Segundo a agência Interfax, Alexandre Andropov, adjunto de Popov, confirmou que os médicos detectaram rastros de um veneno no corpo do premier, mas ele não se pronunciou sobre o caráter, acidental ou criminoso, do suposto envenenamento.
Se confirmado que o envenenamento foi realmente uma tentativa de assassinato, será um duro golpe para o Kremlin, que ânsia demonstrar, através das eleições presidenciais, que a ''normalização'' a passo forçado na república separatista é um sucesso absoluto.
Popov, de 43 anos, foi hospitalizado na noite de sábado depois de um banquete em Gudermes, no leste da república separatista. Os médicos fizeram um diagnóstico preliminar de ''envenenamento por substância de origem desconhecida'', segundo declarações de uma fonte do governo citada pela Interfax.
A agência Itar-Tass destacou que Popov se encontrava em estado muito grave na tarde deste domingo e não podia ser levado para outro centro. Segundo a mesma fonte, o chefe do governo checheno foi hospitalizado em Grozny e depois levado de helicóptero para o hospital militar da base russa de Jankala, perto da capital, onde está previsto que seja operado à noite.

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