France Presse
e Associated Press
De Dili e Jacarta
O primeiro navio de guerra da Força Internacional de Paz das Nações Unidas para Timor Leste atracou nesta terça-feira (local) no porto de Dili.
O ‘‘Jervish Bay’’, da Marinha australiana (Royal Australian Navy), chegou às 06h48 local (19h48 Brasília de segunda-feira) ao porto de Dili, para a alegria dos mais de mil refugiados concentrados na zona do porto há semanas.
Todos as pessoas que foram forçadas a deixar Timor Leste por milícias e tropas indonésias poderão retornar à sua pátria, afirmou ontem o alto comissário da ONU para refugiados, Sadako Ogata.
Ogata, que visitou as multidões de refugiados em Timor Oeste disse que funcionários das Nações Unidas deverão estar chegando à ilha em dois ou três dias para montar campos de refugiados apropriados.
‘‘Temos certos princípios’’, disse Ogata. ‘‘Acampamentos de refugiados deveriam ser de caráter civil, nenhum tipo de arma deveria estar lá, e nós temos que insistir que estas condições sejam reconhecidas’’.
Assim como em Timor Leste, as pessoas que fugiram para o lado oeste da ilha continuaram sendo alvo fácil das milícias pró-Jacarta, que, com o consentimento do exército indonésia, roubaram e aterrorizaram aqueles que eles acreditavam haviam votado a favor da independência no referendo supervisionado pela ONU.
Os milicianos estão impedindo que as pessoas retornem para suas casas em Timor Leste em um aparente esforço para justificar sua reivindicação de que a ONU fraudou o plebiscito, no qual quatro quintos do eleitoral optaram pela independência.
José Alexandre ‘‘Xanana’’ Gusmão, principal líder timorense, trabalha em Darwin na montagem de um governo de transição em Timor Leste. Ele espera retornar à sua pátria assim que tiver garantias de segurança.

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