São Paulo - Após ter sido levado de um hotel no centro de Trípoli, capital da Líbia, por um grupo de ex-rebeldes e mantido refém por algumas horas, o primeiro-ministro do país, Ali Zidan, foi libertado.
"Estou bem, graças a Deus. Se a intenção do sequestro era me forçar a apresentar minha renúncia, não o farei. Estamos dando pequenos passos, mas na direção certa", postou Zidan, de 63 anos, no Twitter.
"Zidan foi libertado, mas ainda não temos informações detalhadas sobre as circunstâncias da libertação", reiterou o ministro das Relações Exteriores, Mohamed Abdelaziz.
Na ação, o grupo teria invadido o hotel Corinthia, onde estava o primeiro-ministro e seus dois guarda-costas. Considerado um dos lugares mais seguros de Trípoli, o Corinthia é lar de diplomatas e oficiais de alto escalão do governo. Momentos depois, os invasores libertaram os dois seguranças que acompanhavam Zidan.
O primeiro-ministro ficou detido em uma delegacia do corpo de segurança denominado "A luta contra o crime", formado por ex-rebeldes e que faz parte do Ministério do Interior. Eles garantem que o primeiro-ministro foi "preso" por atentar contra a segurança do Estado.
Uma fonte anônima da "Luta contra o crime" assegurou que Zidan foi detido porque é acusado de dois crimes: atentado contra a segurança do Estado e corrupção.
Segundo agências de notícias, a ação teria sido em represália à captura de um suposto líder da Al-Qaeda por forças de operação especiais americanas no último sábado.
O sequestro acontece dois anos após uma revolução que acabou com o governo de 42 anos de Muamar Kadafi. Desde então, a Líbia enfrenta uma situação de turbulência, com seu governo central vulnerável e as nascentes forças armadas enfrentando dificuldades para conter milícias tribais rivais e militantes islâmicos que controlam partes do país.

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