O primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Bartholomew Ulufa’alu, anunciou aceitar se demitir para evitar o risco de guerra civil em seu país.
Ulufa’alu foi tomado como refém anteontem, durante uma tentativa de golpe de Estado provocada pelo conflito entre grupos étnicos.
Após negociações entre os membros de seu gabinete e os dirigentes do grupo rebelde, as Águias de Malaitia, o primeiro-ministro ‘‘comunicou sua intenção de pedir demissão, se fosse esse o preço que ele teria que pagar pela paz’’, disse o ministro, Alfred Sasaako.
O chefe de governo foi levado ontem por homens armados de sua casa para um local desconhecido, para um encontro com seus ministros.
Os rebeldes, pertencentes à milícia étnica das Águias de Malaitia, liderados por um advogado, Andrew Nori, exigiram na segunda-feira a demissão do primeiro-ministro e tomaram o controle de posições estratégicas do arquipélago. Os vôos e as comunicações telefônicas com as Ilhas Salomão permanecem interrompidos.
Desde o começo de 1999, a ilha de Guadalcanal, onde fica a capital do arquipélago, Honiara, é cenário dos combates entre as facções étnicas rivais conhecidas como Forças das Águias de Malaitia (MEF) e Combatentes pela Liberdade de Isabatu (IFF), nome original da ilha de Guadalcanal. O grupo pretende expulsar os atuais donos das plantações, vindos da ilha vizinha de Malaitia.
Ontem, violentos combates, que deixaram até o momento pelo menos quatro feridos, ocorriam entre as duas milícias armadas no aeroporto internacional da capital Honiara.
Enquanto isso, a Nova Zelândia se ofereceu ontem como mediadora para a retomada das negociações entre as etnias rivais, para evitar a escalada da violência.

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