Primeiro-ministro das Ilhas Salomão decide renunciar
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de junho de 2000
Associated Press De Honiara 
O primeiro-ministro das Ilhas Salomão renunciou antes da votação de uma moção de censura forçada por rebeldes armados que tomaram a capital Honiara na semana passada informou ontem a imprensa, citando um ministro de governo como fonte. O ministro de Estado das Ilhas Salomão, Alfred Sasako, disse que o primeiro-ministro Bartholomew Ulufaalu renunciou no final da noite de anteontem, mas continuaria liderando interinamente o país até que o parlamento se reúna amanhã para eleger um novo líder, informou uma rádio local.
Anteontem, Ulufaalu disse à agência de notícias Associated Press que a única opoção segura para ele seria deixar o cargo, apesar dos temores de que a demissão poderia dar início a uma nova rodada de lutas rebeldes que poderia causar a dissolução desta nação do sul do Pacífico.
A tensão nas Ilhas Salomão vem aumentando nos últimos 18 meses, desde que habitantes naturais de Guadalcanal, denominados Isatabus, começaram a expulsar emigrantes da ilha de Malaita. Cerca de 20 mil malaitianos já foram expulsos.
Anteontem, Ulufaalu, eleito em 1997, acusou a Austrália e a Nova Zelândia, as duas maiores potências da região, de simpatizar com o acordo entre os rebeldes que forçam sua retirada do poder.
O primeiro-ministro disse que os dois países rejeitaram seu pedido, feito várias semanas atrás, para o envio de tropas que ajudariam a acalmar as tensões nas Ilhas Salomão.
Os ministros do Exterior da Austrália e da Nova Zelândia, que visitaram as Ilhas Salomão no último final de semana, disseram que não considerariam a hipótese de enviar soldados até que os líderes locais chegassem a um acordo de paz.


