Paris - O primeiro-ministro francês Dominique de Villepin anunciou ontem uma série de medidas econômicas para favorecer o emprego e em favor dos subúrbios carentes das grandes cidades, sacudidos por revoltas juvenis. Villepin fez o anúncio em uma sessão na Assembléia Nacional (Câmara Baixa).
As medidas coincidem com a instauração do estado de emergência que permite decretar o toque de recolher em algumas zonas do país para impor a ordem. O primeiro-ministro anunciou a criação em breve de ''uma agência de coesão social e de igualdade de oportunidades'', que será ''o interlocutor dos prefeitos para todos os assuntos relativos aos bairros sensíveis''.
Também prometeu a criação de 15 zonas francas urbanas adicionais para incentivar as empresas que se instalem nesses bairros. ''Serão reservados 20 mil contratos de acompanhamento para o emprego e contratos futuros'' nos bairros mais difíceis, acrescentou Villepin, explicando que o governo desbloqueará ''25% de meios adicionais em dois anos'' para a Agência Nacional de Renovação Urbana.
No plano da educação, Dominique de Villepin anunciou a criação, ''a partir de janeiro de 2006, de 5 mil postos de assistente pedagógico para os 1.200 institutos dos bairros mais sensíveis'' e o desbloqueio de 100 milhões de euros para as associações em 2006. ''A luta contra todas as discriminações deve ser uma prioridade para a comunidade nacional'', afirmou o primeiro-ministro.

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