Primeiro desafio é econômico
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terça-feira, 06 de agosto de 2002
Arturo Menéndez Vallserra<BR>Agência EFE 
BogotáO presidente eleito da Colômbia, Alvaro Uribe, que toma posse hoje, terá que iniciar reformas para conseguir o aval do Fundo Monetário Internacional (FMI) em um novo acordo para um ajuste fiscal, que consolide a recuperação da economia e do emprego.
O novo presidente receberá como herança uma taxa de desemprego de 18 por cento, além dos 32 por cento da população economicamente ativa que sobrevivem em precárias condições de trabalho nas treze cidades principais, onde vive a metade dos colombianos.
Com três das quatro variáveis macroeconomias relativamente controladas (cambial, creditícia e monetária), a fiscal, a quarta, continua sendo a responsável pelas perturbações e o medo dos investidores estrangeiros.
A economia colombiana cresceu, nos anos de 2000 e 2001, 2,8 e 1,5 por cento respectivamente, depois de uma contração de 4,3 por cento em 1999.
Em 2002, o Produto Interno Bruto (PIB) local voltará a crescer no mesmo ritmo do ano anterior, ou seja, abaixo do crescimento da população.
As despesas estatais são assumidas cada vez menos pelos impostos, que são sonegados e afetados pela precariedade do crescimento econômico.
Por isso, a dívida pública foi usada cada vez mais para financiar a diferença entre os impostos que o Estado obtém e as crescentes despesas. O serviço da dívida pública colombiana para 2003 representará 38,4 por cento do orçamento da Nação.


