Primeiro atentado do Ramadã mata 31
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sábado, 23 de setembro de 2006
France Presse 
Bagdá - O primeiro atentado perpetrado em Bagdá desde o início do Ramadã deixou 31 mortos ontem em um posto de gasolina do bairro xiita de Sadr City, alvo constante dos fundamentalistas sunitas.
Algumas horas depois do início deste mês sagrado de jejum muçulmano, 31 pessoas morreram e 34 ficaram feridas na explosão de dois recipientes, de 70 litros cada, que haviam sido colocados diante de um caminhão-tanque, anunciou um tenente da polícia. A maioria das vítimas, que faziam fila no posto para pegar gasolina, sofreram queimaduras.
O ataque foi reivindicado na internet pelo grupo armado sunita ''Jound al-Sahaba'', como ''uma retaliação aos crimes cometidos pela milícia xiita Badr contra os membros da comunidade sunita'', segundo o texto publicado num site islamita e cuja autenticidade não pôde ser verificada.
Pouco antes do ataque, a célula iraquiana da rede Al-Qaeda havia incentivado, através da internet, os insurgentes a multiplicar seus ataques durante o Ramadã.
No momento do atentado, o comandante-chefe das forças armadas iraquianas anunciou a detenção, ao norte de Bagdá, de um importante líder da Al-Qaeda e de dois de seus tenentes.
A violência continuou ontem em todo o país. Sete corpos foram encontrados em quatro cidades diferentes e o chefe tribal Fadel Ahmad bou Suaybeh foi assassinado por desconhecidos em Najaf, 160 km ao sul de Bagdá.
Além disso, a polícia anunciou ter conduzido uma operação ao amanhecer em uma aldeia localizada 125 km ao norte de Bagdá e prendido 15 pessoas, entre eles o imã da mesquita local, Basem Mohamad Hassan al-Aicha.
Os iraquianos temem que o Ramadã, que começa hoje para os xiitas, seja acompanhado por uma onda de atentados, como aconteceu no ano passado.


