Buenos AiresO presidente argentino, Eduardo Duhalde, assinou ontem um decreto que adia para 15 de dezembro as eleições primárias dos partidos políticos, com vistas ao pleito presidencial de 30 de março próximo. A medida estabelece um adiamento de três semanas e determina que nas eleições do candidato de cada partido só possam participar seus afiliados e independentes, deixando de fora aqueles que pertencem a outro partido. Deste modo, Duhalde anulou um decreto anterior que convocava primárias abertas a todos os cidadãos e que foi rejeitado por uma determinação judicial e pelas forças políticas majoritárias.
O calendário original estabelecia que as primárias seriam em 24 de novembro, ''simultâneas e abertas'' para todos os partidos.
O governo de Duhalde mantém a data das eleições presidenciais para 30 de março próximo e a transferência do comando da nação para 25 de maio de 2003.
Na sexta-feira passada, o juiz federal Abel Cornejo havia suspenso as primárias ''abertas'' a todos os cidadãos por considerar que esse método viola a legislação eleitoral e carece de transparência.
O juiz ressaltou em sua decisão que a lei proíbe que um afiliado de um partido político possa votar nas primárias de outro.
O decreto que adia as primárias por 15 dias está em sintonia com o ditame do magistrado, que respondeu a um recurso judicial apresentado pela filial de Salta da União Cívica Radical, uma das forças majoritárias do país.
As primárias ''abertas'' também haviam sido impugnadas na Justiça pelo ex-presidente Carlos Menem.

mockup