A organização ecológica Greenpeace Argentina denunciou ontem, em um comunicado, que à meia noite de quarta-feira teve de cancelar sua operação envolvendo o cargueiro britânico ‘‘Pacific Swan’’, em rota para o Japão com lixo radioativo a bordo. A organização denunciou uma ‘‘confusa situação’’ gerada pelas autoridades chilenas.
‘‘É uma situação difícil de compreender. É evidente que existiram pressões e se criou uma situação que, para algumas autoridades e os próprios proprietários do navio (chileno que o Greenpeace contratou), ficou difícil de lidar’’, expressou Juan Carlos Villalonga, coordenador da campanha de energia do grupo.
Já o coordenador da campanha do Greenpeace Brasil, Ruy Goes, integrante da tripulação que ia sair de um porto argentino com o objetivo de interceptar o cargueiro, afirmou que lamentavelmente a perda de horas chave com a demora não significa que não haja outra alternativa a não ser abandonar a operação prevista. O grpo não conta com barcos disponíveis na região.
Villalonga também denunciou que o governo argentino está ocultando informações ao não prestar conta da posição do ‘‘Pacific Swan’’.
O cargueiro britânico transporta da França para o Japão 80 toneladas de dejetos radioativos.
Na quarta-feira, o ministério argentino das Relações Exteriores informou que o navio inglês ‘‘Pacific Swan’’ ‘‘tem o direito’’ de navegar por águas internacionais e também pela Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Argentina, de acordo com normas internacionais.

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