BUENOS AIRES - Os laboratórios farmacêuticos argentinos pediram ao governo que suspenda o registro de medicamentos importados do Brasil, o único sócio do Mercosul que entrava no comércio regional, revelaram ontem fontes empresariais.
Em declarações À AFP, o diretor da Câmara de produtos medicinais, Pablo Challu, disse que a medida restritira deveria vigorar até que o Parlamento brasileiro aprove a liberação de seu mercado.
O presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso se comprometeu no último sábado com seu colega argentino Carlos Menem a enviar ‘‘com urgência’’ ao Congresso um projeto de lei que elimine os entraves à entrada de produtos farmacêuticos argentinos.
Challu disse que o anúncio é ‘‘um fato positivo’’, mas advertiu que o processo ‘‘pode ser de longo prazo’’ e retardar o levantamento das restrições.
Fontes da poderosa indústria local haviam assinalado que não há uma proibição explícita no Brasil para importar drogas terapêuticas elaboradas na Argentina, mas funciona uma burocracia legal que entorpece durante anos o processo.
Enquanto isso, o mercado argentino está completamente aberto à entrada de medicamentos preparados no Brasil, embora seja relativamente pequena sua incidência comercial.
As fontes admitiram que é maior o interesse argentino em penetrar no Brasil do que ao inverso, devido à elevada força competitiva da indústria doméstica.

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