Presos suspeitos por incêndios em Portugal
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quarta-feira, 06 de agosto de 2003
France Presse 
Lisboa A polícia portuguesa informou que prendeu 26 supostos incendiários, ontem, inclusive um ex-bombeiro, durante seus trabalhos de investigação sobre a onda de incêndios florestais que já matou 14 pessoas no país.
O chefe da Polícia Civil de Portugal, Adelino Salvado, disse que cerca de 400 homens estão participando da operação de combate ao fogo e que mais prisões devem ser feitas nos próximos dias.
''Essa é a maior operação que já realizamos no combate a incêndios florestais'', declarou Salvado, depois de se encontrar com o primeiro-ministro Jose Manuel Durão Barroso.
Ele disse que as prisões foram feitas a partir de dados apurados no primeiro incêndio, que aconteceu no centro e nordeste de Portugal em meados de julho.
Seis jovens foram presos ontem, suspeitos de terem colocado fogo em uma floresta de pinheiros perto da cidade central de Leiria Ove.
Espanha Um total de 27 mil hectares de florestas queimaram na Espanha desde o início de agosto, especialmente no oeste e sudeste do país, segundo um primeiro balanço provisório publicado ontem pelo Ministério do Meio ambiente espanhol. Os incêndios permanecem ativos em Extremadura, região do sudoeste espanhol, fronteira com Portugual. O oeste do país foi muito atingido ao longo da fronteira hispano-portuguesa, principalmente devido à ocorrência de poucas chuvas e muitas tempestades elétricas.
A superfície queimada desde o iníco de agosto é o dobro da que foi destruído pelas chamas durante os primeiros sete meses do ano, ou seja, um total de 57.430 hectares desde 1º. de janeiro.
No entanto, este total é inferior à superfície média devastada nos últimos dez anos pelos incêndios de janeiro a início de agosto (85.210 hectares).


