Presos suspeitos da morte de Djindjic,
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sexta-feira, 14 de março de 2003
France Presse 
Belgrado Cento e oitenta e uma pessoas foram detidas até o momento como parte da investigação sobre o assassinato do primeiro-ministro sérvio, Zoran Djindjic, anunciou a polícia em comunicado citado ontem pela rádio independente B-92. Nas últimas 24 horas foram detidas 136 pessoas, das quais 125 permanecem na prisão. Durante a investigação a polícia encontrou uma grande quantidade de armas, 1,7 quilo de heroína e provas que confirmam a existência de máfia bem organizada.
''Várias pessoas que pertencem ao grupo suspeito de ter cometido o atentado foram detidas graças às informações fornecidas pelos cidadãos'', afirma o comunicado.
Entre quarta-feira e quinta-feira, a polícia prendeu 56 pessoas e interrogou mais de 200.
O ministério do Interior informou que a população contribuuu, alguns dias antes do atentado, para a localização dos dirigentes do grupo criminoso suspeito.
O comunicado incluía um pedido aos civis para que ajudem a localizar o principal suspeito, Milorad Lukovic, conhecido como ''Legija'', um antigo comandante da polícia especial.
A polícia também continua procurando outros dois chefes do grupo conhecido como o ''clã de Zemun'', Mile Lukivic (''Kum'') e Dusam Spasojevic (''Siptar''). A luxuosa residência do grupo foi demolida ontem por ordem das autoridades porque estava sido construída sem permissão.
O ''clã de Zemun'' está, segundo o governo, envolvido em mais de 50 assassinatos cometidos em Belgrado nos últimos anos, assim como em vários sequestros, como o do ex-presidente da Sérvia Iva Stolic, do qual não se tem notícias desde agosto de 2000.


