Associated Press
De Gracko
Guardados por soldados fortemente armados, refletindo a grande preocupação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em manter os sérvios em segurança, as famílias de 14 agricultores sérvios sepultaram nesta quarta-feira as vítimas nas proximidades do campo no qual eles foram assassinados na semana passada em Gracko, Kosovo.
Um helicóptero da Otan pairava sobre o local. O barulho de suas hélices misturava-se aos lamentos dos amigos e parentes das vítimas. Veículos blindados alinharam-se na estrada principal de Gracko, um vilarejo 15 quilômetros ao sul de Pristina, capital de Kosovo, e soldados britânicos armados com fuzis automáticos estavam espalhados por todos os lados - alguns agachados, prontos para combate, em campos em torno do vilarejo.
Funcionários da Organização do Tratado do Atlântico Norte anunciaram nesta quarta-feira a prisão de quatro suspeitos, mas não forneceram nenhum detalhe sobre sua etnia nem sobre outras características.
O ataque ocorrido na semana passada em uma fazenda nas proximidades minaram ainda mais a já abalada confiança dos sérvios na missão de manutenção de paz da Otan e sua promessa de proteger todos os grupos étnicos em Kosovo sob os auspícios do acordo de paz que encerrou a campanha de bombardeios da Otan contra a Iugoslávia no mês passado.
Novas mortes foram reportadas nesta quarta-feira, com a agência de notícias Beta, sediada em Belgrado, informando que quatro sérvios foram assassinados anteontem e três estão desaparecidos. Todos os ataques informados ocorreram no sudeste de Kosovo, dizia a reportagem, que não foi imediatamente confirmada pela Otan.
A secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright era aguardada para uma visita nesta quarta-feira e planejava encontrar-se com líderes políticos e religiosos sérvios de Kosovo para discutir a violência inspirada pelo ódio contra os sérvios por membros da maioria albanesa étnica, informou a agência de notícias privada Fonet.
A comissão de Relações Exteriores do senado norte-americano aprovou uma medida para apoiar a ‘‘democratização’’ da Sérvia. A nova norma, batizada como ‘‘lei anti-Milosevic’’, tenta a derrubada do presidente iugoslavo Slobodan Milosevic e prevê uma verba de quase US$ 110 milhões.Em meio a um enorme aparato de segurança da Otan, parentes sepultaram ontem os 14 sérvios assassinados em Gracko
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