São Paulo - O vice-ministro do Interior iraquiano, Hussein Ali Kamal, afirmou que os 173 presos encontrados por soldados dos EUA em um prédio do Ministério em Bagdá que supostamente sofreram abusos são de diversas facções iraquianas.
A acusação derruba a teoria defendida por líderes sunitas de que as prisões e supostas torturas seriam uma ''perseguição'' das forças de segurança xiitas aos sunitas, a um mês das eleições marcadas para dezembro. No entanto, segundo Kamal, o grupo também inclui xiitas e curdos.
Em Bagdá, o governo liderado por xiitas tentou conter a indignação sunita diante da revelação do primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al Jaafari, de que os 173 presos alguns exibindo sinais de maus-tratos foram encontrados no último domingo no prédio do governo no distrito de Jadriyah, em Bagdá.
A Casa Branca lançou uma intensa ofensiva de comunicação ontem para calar os críticos que acusam o governo de George W. Bush de ter manipulado informações recebidas dos serviços de inteligência antes da Guerra do Iraque, visando abrandar as pressões para que as tropas americanas sejam retiradas do país.

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