Quatro policiais paraguaios da Divisão de Delitos Econômicos e Financeiros estão sendo acusados de extorquir e sequestrar empresários árabes em Ciudad del Este. Eles foram presos anteontem por agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Nacional do Paraguai após denúncia feita pelo comerciante Armando Hassan. Ele acusou o quarteto de ter cobrado perto de US$ 3 mil como pagamento de resgate do sequestro de dois imigrantes.
Hassan apontou o oficial Abel Cañete e os inspetores Daniel Jovino Careaga Cañete, Walter Rogelio Cardozo Benítez e Jorge Osmar González como autores dos crimes. Os quatro teriam recolhido documentos de quatro empresários e apreendido mercadorias de suas lojas. Dois árabes teriam sido sequestrados e os outros dois liberados para conseguir o dinheiro do resgate: US$ 3 mil (em torno de R$ 6 mil), segundo Hassan.
Após o o pagamento, as supostas vítimas fizeram a denúncia à equipe especial da Polícia Nacional e ao Ministério Público. De acordo com os denunciantes, os agentes estavam em uma caminhonete Nissan, um Gol, e uma Nissan, posteriormente encontrados na garagem do Hotel Universal. Perto de 15 agentes do Grupo Especial de Operações (GOE) prenderam os policiais suspeitos, que estavam num dos quartos do mesmo prédio.
Os acusados foram reconhecidos por Hassan, que garante ter sido vítima de mais de uma tentativa de sequestro. Apesar de negarem a autoria dos crimes, os soldados continuam detidos na sede da Polícia Nacional do Paraguai, em Ciudad del Este, informou ontem o relações públicas Tomáz Galeano. ‘‘Amanhã (hoje) o comandante vai emitir uma resolução sobre o caso, que irá definir se eles continuam presos ou não’’, resumiu Galeano.

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