France PresseArafat fala sobre a libertação dos presos ao deixar o cemitério em GazaGAZA - O presidente palestino, Yasser Arafat, confirmou ontem a próxima libertação de 23 palestinos presos em Israel, anunciada sexta-feira pela Presidência do Conselho israelense.
‘‘Os presos sairão amanhã ou, o mais tardar, na terça-feira’’, disse à imprensa Arafat, que acabava de visitar a família do guia espiritual do movimento islâmico Hamas, Ahmad Yassin, preso em Israel desde 1989.
‘‘Depois, o xeque Yassin será uma de nossas prioridades’’, continuou o Presidente palestino.
O presidente palestino prestou, ontem, também, homenagem aos palestinos mortos durante os anos de luta contra Israel e manifestou a esperança de que, no futuro, não haverá mais mártires a chorar. Arafat disse porém que a concretização das negociações com os israelenses ainda demorará devido à posição radical do Governo Netanyahu.
Sexta-feira, um porta-voz do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu havia anunciado que as libertações ocorreriam na segunda ou terça-feira, coincidindo com a festa árabe do Fitr, data final do jejum anual do Ramadã.
Segundo os acordos sobre a autonomia palestina, os 23 palestinos teriam que ter deixado a prisão há mais de um ano, mas o presidente Ezer Weizman se negou a anistiar dois deles, condenados por assassinato, e os demais presos se solidarizaram com eles.
Há dois meses, Weizman alterou seu ponto de vista, abrindo caminho para a libertação de todos os presos.
Os libertados terão que assinar uma declaração na qual se comprometerão a respeitar a lei e não voltar a se envolver em ações terroristas.

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