Autoridades do Iêmen declararam ontem que já haviam detido dezenas de supostos envolvidos com a explosão do destróier USS Cole. De acordo com a revista Newsweek desta semana, a polícia do Iêmen tem em seu poder um vídeo gravado por câmeras do porto de Aden que pode ajudar à equipe de investigadores americanos a descobrir detalhes do ataque ao navio de guerra. Segundo a reportagem, os EUA interceptaram pelo menos dois atentados a navios americanos na região desde 1988.
Ontem, 33 marinheiros norte-americanos, feridos na explosão do USS Cole, partiram para os EUA depois de receber cuidados médicos na Alemanha. Outros seis deles, em estado grave, permaneceram na base da força aérea de Ramstein.
Os marinheiros saudaram antes de embarcar em um avião de transporte C-141 com destino à base de Norfolk, na Virgínia.
Todos foram vítimas do suposto ataque suicida contra o destróier, que havia ancorado em Aden para ser reabastecido. ‘‘Os marinheiros estão com a moral alta’’, disse o capitão Richard Thornell, comandante da unidade encarregada pela evacuação aérea. ‘‘Estão mais descansados e desejando chegar em casa para ver seus familiares’’.
Três enfermeiras acompanhavam os marinheiros. Quase todos os feridos sofreram cortes e contusões, fraturas ósseas e lesões oculares. Uma marinheira, a única entre os feridos, tinha um braço engessado. Na explosão, 17 marinheiros morreram e 39 ficaram feridos. Ontem, um avião de transporte levou aos EUA cinco cadáveres.