France Presse
Pelo menos 54 gendarmes (soldados) ficaram feridos ontem, num motim de presos islâmicos no presídio de segurança máxima de Metris, em Istambul, anunciou a agência de imprensa Anatolia.
Os incidentes começaram quando membros da organização clandestina islâmica Frente Islâmica de Combatentes do Grande Oriente (IBDA-C) se opuseram às forças da ordem, que queriam realizar uma revista nas celas.
Os 54 membros da gendarmeria – corpo armado encarregado da segurança nas prisões – foram feridos a facadas e pauladas, segundo a Anatolia. Cinco soldados, com golpes graves na cabeça, foram transferidos para um hospital militar.
Importantes medidas de segurança foram tomadas pela gendarmeria e a polícia foi posta ao redor da prisão, onde entraram e depois saíram em uma dezena de ambulâncias.
O chefe da organização, Salih Mirzabeyoglu, se encontra nessa cadeia, segundo a agência. Hasan Olcer, advogado de Mirzabeyoglu, citado pela Anatolia, disse que os amotinados haviam tomado como reféns cerca de 150 gendarmes, dos quais vários oficiales.
O combate começou quando os soldados entraram nas celas para uma revista, tentando separar certos detentos para transferi-los para outras prisões.
Salih Mirzabeyoglu, que nega qualquer laço com a organização, foi detido em 1998 e é julgado em Istambul por ter tentado subverter a ordem constitucional pela força, acusação passível de pena de morte.
O IBDA-C, fundado em 1985, com o objetivo instaurar um Estado islâmico na Turquia, realizou vários atentados contra bares, discotecas e igrejas em Istambul.
Um grupo de crises foi organizado no ministério da Justiça, em Ancara, para avaliar a situação. Ele tem a participação do ministro do Interior, Saadettin Tatan. Os motins com tomada de reféns são frequentes nas prisões da Turquia.

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