Presos 2 suspeitos de atentado em Moscou
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quarta-feira, 09 de agosto de 2000
France Presse De Moscou 
As autoridades russas anunciaram ontem a detenção de dois homens originários do Cáucaso, um dia depois do atentado que causou sete mortos e uma centena de feridos em Moscou, enquanto a polícia segue a pista chechena, mas ainda sem poder comprová-la.
O diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB), Nikolai Patrushev, afirmou que a pista dos independentistas da Chechênia não pode ser descartada, ressaltando que apenas se trata de uma hipótese entre outras, depois do atentado à bomba anteontem em uma passagem subterrânea muito frequentada da praça Pushkin, no coração de Moscou.
O presidente Vladimir Putin advertiu que não se deve acusar sistematicamente os chechenos, mas assegurou que a ofensiva russa na república independentista do Cáucaso terá um bom final e que os terroristas serão eliminados em seus redutos.
A bomba, equivalente a uma carga de 600 a 800 gramas de TNT, causou sete mortos e 97 feridos, segundo o último balanço da polícia.
O único a mostrar seu absoluto apoio à tese de um atentado checheno foi o prefeito de Moscou, Yuri Lujkov, que disse estar quase cem por cento convencido de que a pista chechena é a correta.
O único elemento tangível da investigação, difundido ontem de manhã, é a detenção de dois homens originários do Cáucaso, um checheno e um daguestanês.
Mas podem ser meras testemunhas, já que o porta-voz do FSB, Alexander Zdanovich, assinalou que é muito cedo para saber se os dois homens estiveram implicados no atentado.
Um ano depois da série de atentados que causaram 293 mortos na Rússia, em agosto e setembro do ano passado, as autoridades ordenaram uma forte vigilância policial nos locais públicos da capital. Ontem de manhã, uma sacola com quatro quilos de explosivos foi descoberta na estação de trem Kazan, em Moscou.
A bomba da praça Pushkin reativou a psicose de um atentado na opinião pública russa, alimentada pelos comentários da imprensa, que de um modo geral afirma que a guerra da Chechênia continua nas ruas das cidades russas.


