São Paulo - A CNN informou ontem, em sua página de internet, que uma junta militar do governo nigeriano prendeu 158 suspeitos de participar do grupo terrorista Boko Haram. A organização é responsável pelas explosões da última sexta-feira em Kano, que provocaram a morte de dezenas de pessoas. De acordo com a CNN, militares relataram que alguns suspeitos resistiram à prisão e houve troca de tiros.
As autoridades ainda afirmaram que o número de mortos durante os ataques de sexta-feira ainda está indefinido. Na segunda, a polícia nigeriana divulgou um comunicado estabelecendo em 185 o número de vítimas. Agências de notícias chegaram a informar a morte de 215 pessoas durante o fim de semana, citando testemunhas e fontes de necrotérios da cidade.
Toque de recolher
O governo do Estado de Kano, cuja capital é a cidade homônima, reduziu o toque de recolher de 24 horas imposto no sábado. A medida agora será vigente entre 19 e 6 horas locais (16 e 3 horas de Brasília).
O comissário estadual de Informação, Umar Farouk, anunciou no último sábado a restrição para que os nigerianos pudessem seguir realizando suas ocupações diárias.
No entanto, agentes armados das forças de segurança desdobrados na cidade após os ataques seguem patrulhando as ruas da cidade e vigiando os pontos estratégicos.
Boko Haram
Os radicais islâmicos do Boko Haram assumiram a autoria dos atentados - o maior massacre da história da Nigéria - através de uma ligação telefônica realizada na sexta-feira ao jornal local Daily Truste.
O Boko Haram luta para instaurar a lei islâmica (Sharia) no norte da Nigéria, de maioria muçulmana, enquanto o sul de país é predominantemente cristão. O grupo fundamentalista, que admitiu em várias ocasiões sua vinculação com a rede terrorista Al Qaeda, se responsabilizou também pelo atentado contra a sede da ONU em Abuja, em agosto do ano passado, e disse que os últimos ataques foram uma resposta à recusa das autoridades federais em libertar alguns de seus membros detidos.

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