O ex-almirante da Armada Emilio Massera foi levado ontem à unidade do Exército de Campo de Mayo (30 km a oeste) por decisão da juíza federal María Servini de Cubría, informou o advogado dele Miguel Arce Aggeo.
Assim como o ex-ditador Jorge Videla (preso desde junho passado), o ex-militar foi acusado de apropriação ilegal de filhos de mães presas políticas, desaparecidas - crime excluído das leis Ponto Final e de Obediência Devida da década passada, assim como do indulto concedido pelo presidente Carlos Menem em 1990.
Massera, junto com Videla e outros altos chefes militares, foi condenado em 1985 à prisão perpétua por crimes de lesa-humanidade durante a ‘‘guerra suja’’ contra a guerrilha (1976/1983), tendo sido indultado por Menem, junto com líderes guerrilheiros, no final de 1990.
Como Videla, Massera havia repetido até hoje que o caso deles já tinha sido julgado e argumentava a prescrição de seus crimes, cometidos há ‘‘mais de dez anos’’.
Massera - assim como o ex-ditador chileno Augusto Pinochet detido em Londres a pedido da justiça espanhola - tem processos judiciais abertos em numerosos países europeus, que o incriminam pelo desaparecimento de seus cidadãos ou de seus descendentes.France PresseProtestoMães da Praça de Maio exigem prisão perpétua para o ex-almiranteFrance Presse

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