Preso no Equador membro de consórcio brasileiro
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terça-feira, 31 de outubro de 2006
Folhapress 
São Paulo - Foi detido ontem em Quito o argentino Santiago Murray, do consórcio brasileiro E-Vote, que tumultuou as eleições no Equador ao não entregar os resultados no prazo previsto.
Segundo o coronel Rodrigo Beltrán, da Polícia Judicial, a detenção ocorreu pela manhã, quando Murray deixava um hotel em direção a seu escritório. A prisão atendeu a uma decisão do juiz Jaime Santos, que investiga o E-vote por suposta fraude na eleição.
De acordo com Beltrán, a ordem prevê a detenção por 24 horas, com ''fins investigativos'' e para que Murray ''dê sua versão sobre o caso''.
À reportagem, Gilberto de Freitas, diretor financeiro das empresas Probank e Via Telecom, que compõem o consórcio, negou que Murray tenha sido detido nas circunstâncias descritas pela polícia, afirmando que ele prestava depoimento no Sétimo Juizado Civil, em Quito.
Freitas disse ainda que Murray não é o representante legal do E-Vote no Equador, mas um consultor que presta serviços ao consórcio.
Segundo sua versão, Murray, ao comparecer ao juizado para depor, foi ''surpreendido'' com a acusação de que teria falsificado a assinatura do real representante legal do consórcio, o brasileiro Paulo Nakaya, no contrato assinado com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) equatoriano e que Nakaya nunca esteve no país. ''Repudiamos totalmente essa acusação, (ela) é mentirosa'', disse Freitas.


