Bagdá - A polícia iraquiana deteve neste domingo, no norte do Iraque, um dos ex-responsáveis iraquianos mais procurados, Mohamed Zimam al Razzak Al-Saadun, chefe do Partido Baath, informou o chefe da polícia.
''Uma força especial da polícia realizou domingo, às 14h00 locais (8 horas de Brasília) uma operação contra a casa de Mohammad al Razzak, no bairro as-Saidiya (sul de Bagdá), onde morava com sua esposa e filho'', disse o general Ahmad Kazem Ibrahim, durante entrevista coletiva à qual também esteve presente o general americano Mark Kimmitt, subchefe das operações militares da coalizão.
''Razzak foi detido com seu filho e um grupo de pessoas. Seu filho foi posto em liberdade mais tarde'', acrescentou.
''Há um tempo, recebemos informações sobre uma pessoa que se fazia chamar Raed e procurava armas e passaportes falsos. Depois soubemos que se tratava de Hammam, o filho de al Razzak'', disse o general Ibrahim, que também é vice-ministro do Interior.
Ao ser perguntado sobre as razões da libertação de Hammam, o general respondeu: ''Pusemos seu filho em liberdade porque não está na lista dos 55. Seu objetivo não eram as armas, mas os passaportes. Queria fazer seu pai sair do país''.
Segundo o chefe da polícia, ''al Razzak forneceu à polícia informações sobre os lugares onde se escondia e as pessoas com quem cooperava''.
''É uma detenção muito especial porque foi realizada pela polícia iraquiana sozinha'', destacou.
Segundo a rede de televisão catariana Al Jazeera, o ex-chefe do Partido Baath para as províncias de Nínive e Tamim (norte) foi capturado ''por membros das forças especiais iraquianas, graças a informações fornecidas por iraquianos, depois de uma perseguição de 10 dias''.
Ele estava na 41 posição da lista dos ex-responsáveis iraquianos mais procurados pelas forças da coalizão. O general Kimmitt disse à AFP que o prisioneiro ''estava nas mãos da coalizão''.
Com esta captura, 11 das 55 personalidades iraquianas mais procuradas pelos Estados Unidos continuam foragidos.
Entre elas está Ezzat Ibrahim, ex-número dois do regime do ex-presidente Saddam Hussein.
Após a prisão de um dos ex-responsáveis iraquianos mais procurados pelos Estados Unidos, Mohamed Zimam al Razzak, chefe do dissolvido Partido Baath para a região de Tamin (norte), anunciado no domingo pelo ministério do Interior, continuam foragidos 11 das 55 personalidades iraquianas incluídas na ''lista negra'' criada pelos americanos após a ocupação do Iraque.

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