Para tentar frear a onda de ataques contra árabes, indianos e outras pessoas com traços orientais, Bush visitou ontem um centro islâmico de Washington para fazer um chamado à tolerância. Ele sublinhou que o Islã é uma ''religião de paz, cujos princípios fundamentais têm sido violados'' por terroristas.

Uma pesquisa do Instituto Zogby divulgada ontem em Washington indica que 71% dos americanos apóiam uma ''guerra em escala total'' contra países que escondem ou dão suporte a terroristas. A forma como Bush vem manejando a crise tem o apoio de 87% dos entrevistados.

Apesar da expectativa popular e das declarações de guerra feitas por Bush, nenhum funcionário militar dá pistas sobre como será a retaliação. ''Existe uma nova maneira de fazer as coisas por aqui, e não é mais sob o sol'', disse um funcionário militar, sob a condição de não ter seu nome divulgado. ''Não estamos lutando contra um Japão, uma Alemanha ou uma Coréia do Norte'', acrescentou a fonte. ''Ir além de certas palavras pode afundar barcos'', disse.

''Estamos virando uma página na nossa história sobre quão abertos seremos a respeito de nossas informações'', disse, por sua vez, o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante Craig Quigley.

Uma cerimônia fúnebre foi realizada ontem de manhã perto de Shanksville, na Pensilvânia para homenagear os pilotos que morreram pela ação dos terroristas. Entre os presentes estava Peggy Ogonowksi, mulher do piloto morto John Ogonowksi, com as três filhas.

Protesto Ontem a polícia sul-coreana deteve 19 ativistas que se reuniram diante da embaixada dos EUA na capital, Seul, para protestar contra as possíveis retaliações militares dos americanos contra supostos terroristas.

As autoridades impediram 30 manifestantes de promoverem uma entrevista à imprensa. Eles planejavam advertir que uma retaliação militar dos EUA poderia provocar novos ataques terroristas similares aos atos em Nova York e Washington.

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