Brasília - Ao tomar posse em agosto, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que uma de suas prioridades era o combate às Forças Revolucionárias da Colômbia
(Farc) e o resgate das vítimas. Ontem, Santos reafirmou que é decisão de governo garantir que todos os reféns em poder dos guerrilheiros sejam libertados. O presidente ressaltou ainda que as operações bem-sucedidas de resgate fez com governos de outros países pedissem o suporte dos militares
colombianos.
  Não há um número preciso sobre a quantidade de vítimas mantidas reféns. Mas há confirmação que entre elas há tanto mulheres quanto homens, militares, civis, de origem colombiana e há também estrangeiros. As informações são da Presidência da República da Colômbia.
  ‘‘Temos enviado sempre a mesma mensagem aos sequestrados [em poder dos guerrilheiros]: não vamos descansar até vê-los livres. Eles também devem ter a certeza de que estamos fazendo todo o esforço que está ao nosso alcance para vê-los livres e, por isso, é necessário que mantenham a esperança’’, disse Santos.
  O presidente destacou o empenho dos militares colombianos nas operações de resgate. ‘‘Quero destacar o sucesso das operações das Forças Armadas nos resgates. Tanto é que, agora, os países da região têm vindo pedir ajuda para lidar com este flagelo’, disse. ‘‘Não estamos exportando apenas competência e experiência, mas também essa tecnologia. O que é para nós uma fonte de orgulho para as nossas Forças Armadas’, completou.
  Como exemplo do êxito do trabalho dos militares colombianos, ele citou a Operação Jaque, ocorrida em julho de 2008 - quando a senadora Ingrid Betancourt e mais 14 reféns foram resgatados, depois de um longo período de cativeiro sob poder das Farc. m ’O impensável aconteceu [na Operação Jaque]: resgatar três norte-americanos e doze colombianos, incluindo vários soldados sem disparar um tiro. Resgatados um após o outro, em uma operação impecável’’, disse o presidente, que, na ocasião, era ministro da Defesa do governo do então presidente Alvaro Uribe.

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