Associated Press
Harare
O presidente Robert Magabe convocou inesperadamente ontem líderes de fazendeiros brancos a seu escritório e prometeu intervir pessoalmente para pôr fim à crise provocada pela violenta ocupação de terras de propriedade de brancos que deixou um fazendeiro morto.
Durante o encontro de uma hora e meia na véspera do 20º aniversário da independência do Zimbábue, Mugabe disse que irá trabalhar ‘‘para fazer a situação voltar à normalidade’’.
Mugabe pretendia reunir-se ainda ontem com Chenjerai Hunzvi, líder da Associação dos Veteranos da Guerra de Libertação Nacional, um grupo que alega liderar a invasão das fazendas a fim de completar ‘‘o trabalho não acabado’’ da guerra de independência contra a dominação branca.
No domingo, Mugabe havia defendido continuidade da ocupação de mais de mil fazendas de brancos. O discurso de domingo de Mugabe foi feito horas depois do assassinato do fazendeiro David Stevens. A polícia estava ontem em busca dos suspeitos do assassinato de Steven e do espancamento de cinco outros fazendeiros brancos.
Mugabe tem apoiado as invasões, argumentando que elas são um protesto justificado contra a injusta distribuição de terras num país onde 4 mil fazendeiros brancos são proprietários de um terço das terras produtivas.
Ele havia insistido no domingo que não iria ordenar os ocupantes a se retirar das fazendas e pediu a eles para se defenderem dos opositores e ‘‘reagirem com dureza’’. Não ficou claro se a promessa de Mugabe a Henwood de ‘‘retificar a situação’’ marcaria uma reversão em relação ao seu pronunciamento de domingo. Dezenas de brancos se concentraram na frente do consulado da Grã-Bretanha em Harare, a fim requisitar a nacionalidade britânica.

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