O presidente Bill Clinton pediu ontem aos republicanos do Congresso que façam uma investigação ‘‘imparcial, constitucional e sem demora’’ sobre o caso Lewinsky e precisou que seu destino estava agora ‘‘nas mãos de Deus’’.
‘‘Tudo está agora fora de meu controle, nas mãos do Congresso, do povo deste país e definitivamente nas mãos de Deus. Nada posso fazer a respeito’’, declarou, acrescentando que esperava obter do Congresso a aprovação do orçamento, da reforma do sistema de proteção social, medidas que permitam manter a prosperidade econômica norte-americana e um reforço do sistema escolar.
O presidente garantiu que vai cooperar com o Congresso.
Esforçando-se por parecer sorridente, Clinton declarou esperar que o povo norte-americano ‘‘renove sua confiança’’ e que ele pensava continuar se ocupando da tarefa para a qual foi eleito.
Clinton, que conversou com a imprensa antes de uma reunião com seus assessores, não quis assegurar que iria depor no comitê judicial da Câmara de Representantes, encarregada da investigação, nem que refutaria o depoimento de Monica Lewinsky.
‘‘Farei todo o possível para garantir que este processo seja imparcial, constitucional e sem demora. Mas tudo isto agora está nas mãos do Congresso e não acho que seja bom fazer mais comentários por hoje’’, afirmou.
Para destituir o presidente, são necessários os votos de 67 senadores, correspondentes a dois terços da Casa. Os republicanos contam atualmente apenas com 55 do total de 100 parlamentares no Senado, mas essa correlação de força pode mudar depois das eleições do dia 3.

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