Presidente não perde o título de Machão do Ano
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sexta-feira, 18 de setembro de 1998
Roberto Lameirinhas Agência Estado 
Nem só de más notícias vive Bill Clinton. O presidente do Movimento Machão Mineiro (MMM), Luiz Mário Jacaré Ladeira, garantiu ontem à Agência Estado que a entidade não planeja retirar dele o título de machão do ano por causa da série de pedido de desculpas que teve de fazer nos últimos dias. Nem por causa da falta do chamado intercurso sexual em seu relacionamento com Monica Lewinsky.
Quando outorgamos o título ao presidente, tínhamos deixado claro que poderíamos cassá-lo, caso ficasse comprovado que o boato sobre seu romance com a ex-estagiária não passava mesmo de boato, disse Ladeira. As desculpas não causariam a mesma punição; elas são um recurso legítimo que ele está usando para salvar seu casamento e seu cargo.
Sobre a preferência do presidente pelas relações orais em vez das tradicionais, Ladeira vê poucos problemas. Deve ser algum trauma de infância; é uma tara esquisita, mas nada muito grave. O MMM, um grupo de amigos bem-humorados de Belo Horizonte, premiou Clinton com o título de machão de 1998 em fevereiro, logo depois da divulgação dos primeiros rumores do caso entre ele e Monica.
Antes, a entidade já tinha concedido o título ao ex-ministro da Justiça Bernardo Cabral - que abandonou sua colega de Ministério Zélia Cardoso de Melo num quarto de hotel de segunda categoria em Paris dando a desculpa de que iria ao dentista - e ao ex-presidente Itamar Franco, depois das investidas dele contra a modelo Lilian Ramos.
No escândalo sexual que abala Washington - sem nenhum motivo, na visão do MMMá, os machões mineiros só não perdoam o promotor especial Kenneth Starr. Esse deve ser um tremendo gay enrustido, acusa Ladeira. O maior pecado que um machão pode cometer é o de atrapalhar o caso de outro, e foi só isso que esse promotor fez. A única intenção desse cara foi a de pegar carona na popularidade do presidente e aparecer na mídia, disse.


