Presidente não admite renúncia
O presidente Bill Clinton afirmou ontem que não renunciará jamais por causa do escândalo criado pelo caso Mônica Lewinsky e recebeu o apoio firme de Tony Blair, que enumerou as muitas qualidades políticas e pessoais de seu amigo americano.
Eu jamais abandonaria as pessoas deste país nem a confiança que depositaram em mim, adiantou Clinton em seu primeiro grande encontro oficial com a imprensa desde que explodiu o tema da relação que supostamente manteve com a ex-estagiária da Casa Branca.
O limite da dor induzida pela participação na vida pública aumentou, admitiu o presidente em sua coletiva conjunta com Tony Blair. Mas abandonar a causa disso significaria abandonar tudo aquilo contra o que já lutei durante a corrida para a presidência em 1991.
Fiel a sua linha de conduta, Clinton se contentou mais uma vez em reafirmar veementemente que jamais pediu a alguém para que mentisse sobre esse assunto. Apesar da torrente de perguntas - em geral habilmente formuladas -, Bill Clinton se valeu da estrita confidencialidade imposta pelo juiz a cargo do caso para desviar todas as questões de detalhes sobre a natureza de sua relação com Mônica Lewinsky.
Durante o tempo que (a investigação) prossiga, eu não farei comentários sobre isso nem responderei a menor questão (...) É melhor deixar que as pesquisas continuem, eu faço meu trabalho, estou concentrado em minhas responsabilidades públicas, destacou.
Nesse tipo de combate com a mídia, Clinton teve o apoio sólido de Tony Blair, que destacou as qualidades do amigo. O premier britânico aproveitou também para elogiar o balanço impressionante da gestão Clinton desde sua chegada a Casa Branca. Se olham a economia, o respeito que se tem pelos Estados Unidos hoje em todo o mundo, se olham a posição e a autoridade do presidente, é um balanço impressionante, afirmou Blair.
O premier também aproveitou para criticar a imprensa que, segundo ele, dá muita importância a este assunto. Poderia dizer que, às vezes, vocês jornalistas estão completamente por fora do que grande parte da opinião pública quer saber sobre as pessoas. Blair defendeu que os homens públicos sejam julgados por seus compromissos políticos, não por sua vida privada.





