Presidente mexicano combaterá 'terroristas'
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Flávia Marreiro <br> Folhapress 
Caracas, Venezuela - Homens armados invadiram um cassino na cidade de Monterrey (México), distribuíram um líquido inflamável e atearam fogo no local matando asfixiadas ou calcinadas 52 pessoas e ferindo ao menos outras dez, quinta-feira.
O atentado ocorreu antes das 16h (18h no Brasil) e está sendo considerado pelo governo mexicano como um dos piores massacres contra a população civil desde a escalada da violência ligada ao narcotráfico, em 2006. ''Não são delinquentes comuns. São terroristas'', disse o presidente do México, Felipe Calderón, que decretou três dias de luto oficial.
O mandatário mexicano atacou os EUA, maior consumidor de entorpecentes, pedindo o fim do contrabando de armas americanas. ''Eles não são e nem podem ser donos de nossas ruas, de nossas cidades, de nosso futuro'', disse. Calderón, alvo de crescentes críticas por sua política de combate ao crime organizado, disse que o governo redobrará a aposta contra os cartéis da droga.
Desde 2006, 42 mil pessoas já morreram na ''guerra ao narcotráfico'' deflagrada por Calderón, que decidiu enviar os militares na luta contra o crime organizado.
A pressão policial e militar contribuiu para recrudescer a disputa entre cartéis pelas rotas de exportação das drogas e outros negócios - incluindo cassinos e casas de apostas, pontos de lavagem de dinheiro.
A polícia de Monterrey, polo empresarial e cidade mais rica do México, não quis apontar suspeitos, mas a imprensa local atribuía o ataque ao Cassino Royale ao cartel Los Zetas.
Além do narcotráfico, o cartel exige ''vacina'' - extorsão em troca de imunidade contra ataques. A resistência dos donos do Royale à cobrança poderia ser um dos motivos do massacre.
A 250 km da fronteira com os EUA, Monterrey enfrenta escalada da violência com bloqueios de vias impostos por narcotraficantes.


