Jerusalém - O presidente de Israel, Moshé Katzav, acusado de estupro e assédio sexual, afirmou ontem que é inocente e que não vai entregar o cargo.
O procurador-geral de Israel pediu ontem o afastamento temporário de Katzav, enquanto prosseguem as investigações.
''Tendo em conta a particular posição do presidente, que simboliza a soberania do Estado, seria prudente que ele se afastasse temporariamente'', disse o procurador-geral de Israel, Menahem Mazuz.
Esta ''renúncia provisória'' seria um reflexo da ''expectativa da opinião pública sobre a instituição da presidência do Estado e da confiança nela depositada''.
Katzav, de 61 anos, é suspeito de ter abusado de sua autoridade obrigando funcionárias da presidência a manter relações sexuais com ele, ameaçando-as de demiti-las se recusassem seus avanços.
Segundo pesquisa recente publicada pelo jornal Yediot Aharonot, pelo menos 66% dos israelenses querem sua renúncia imediata, contra 24% que desejam que permaneça no posto e 10% que não têm opinião formada sobre o assunto.
Político do partido Likud (direita), Katzav foi eleito presidente em 2000 pelos deputados israelenses que o preferiram, em meio à surpresa geral, ao veterano trabalhista Shimon Peres.
O presidente israelense é eleito para um mandato de sete anos pela maioria dos 120 deputados do Knesset (parlamento unicameral). O mandato de Katzav termina em julho de 2007.

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